sexta-feira, 27 de maio de 2016

Força Nacional inicia operações na região metropolitana de São Luis


Segurança no Maranhão


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A Força Nacional iniciou na quarta-feira (25) a operação de apoio aos órgãos estaduais de segurança pública do Maranhão. O objetivo é fortalecer o enfrentamento a ataques a ônibus na região metropolitana de São Luís (MA). As primeiras equipes chegaram à capital na tarde de terça-feira (23).
O envio de contingente da Força Nacional de Segurança Pública foi autorizado pelo ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, atendendo a pedido oficial do governador do Maranhão, Flávio Dino. A atuação das equipes ocorrerá em apoio e sob a coordenação da Secretaria de Segurança Pública estadual.
Além deste reforço de patrulhamento ostensivo em apoio à Polícia Militar local, a Força Nacional desenvolve desde abril de 2015 outra operação no Maranhão, de auxílio à elucidação de crimes de homicídio, em conjunto com a Polícia Civil do estado.
“Sabemos da composição supra estadual da Força Nacional, e desejamos que sejam todos bem vindos para nos ajudar a reforçar o firme combate que as polícias do Maranhão já estão empreendendo contra a criminalidade”, disse o secretário de Estado da Segurança Pública, Jefferson Portela, ao receber os agentes da Força Nacional de Segurança em São Luís.
Aos agentes, Portela explicou que criminosos agiram para tentar fragilizar o Sistema de Segurança, após apreensão do equivalente a milhões de reais em drogas.
A parceria entre o Sistema de Segurança do Estado e a Força Nacional, reforçará as ações de combate aos criminosos com o incremento do número de agentes da Força nos pontos fixos onde criminosos atuam para comandar tentativas de incêndios a ônibus. “Com o reforço dos policiais da Força Nacional cobrindo os pontos fixos onde a inteligência policial identificou a ação inicial de criminosos, a polícia do Maranhão, que conhece bem a Ilha e o interior, poderá intensificar ainda mais a ação enérgica de captura de suspeitos”, explicou.
Além da chegada dos policiais da Força Nacional de Segurança, a Polícia do Maranhão recebeu, na segunda-feira (23), o reforço de 80 policiais que concluíram curso de formação.
A Secretaria de Segurança identificou os pontos de ação dos criminosos, que se deslocaram para a zona rural. Jefferson exemplificou o caso da Vila Maracujá, onde criminosos tentaram incendiar, sem sucesso, um ônibus na última segunda-feira.
Transferência de criminosos para presídios federais
A Secretaria de Segurança (SSP) e a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) solicitaram à Justiça a transferência de dez criminosos acusados de comandar os ataques a ônibus, para presídios federais, de segurança máxima.
Mais de 60 prisões já foram efetuadas, destas, cerca de 30 estão diretamente relacionadas aos incêndios e que a polícia mantém o reforço de operações ostensivas nos bairros e em pontos de grande circulação de pessoas.
“Mais de 40 equipes reforçaram a operação ostensiva de ruas para agir nos bairros e avenidas, além da atuação em toda a cidade, nos pontos estratégicos de saídas das escolas e terminais de ônibus. Tivemos o cuidado de reforçar as ações para aqueles que se deslocam entre 20h e 23h, além do reforço aos corujões”, concluiu.
Fontes: Ministério da Justiça e Cidadania / Governo do Maranhão

BARBÁRIE. Após casos de estupro coletivo, ONU Mulheres pede "tolerância zero" à violência



BARBÁRIE!!! "Acordei com 33 caras em cima de mim", diz garota de 16 anos vítima de estupro. Até onde vai a perversidade humana, drogar uma garota, para de forma covarde, cruel e cruenta manter relações sexual grupal e ainda filmar e espalhar nas redes sociais se glorificando do crime. Creio que o melhor destinos para estes 33 delinquentes seria amargar em uma prisão com recepção calorosa que todo estuprador merece ser recebido nos presídios... LAMENTÁVEL!!!

Imagem extraída da internet de meliante que aparece próximo ao órgão genital da jovem após estupro se glorificando 

A ONU Mulheres Brasil divulgou, quinta-feira(26), nota em que se solidariza com as jovens do Rio de Janeiro e do Piauí que foram vítimas de estupros coletivos e pede ao poder público dos dois estados que seja incorporada a perspectiva de gênero na investigação, processo e julgamento dos casos. A organização também pede à sociedade brasileira “tolerância zero” a todas as formas de violência contra as mulheres e a sua banalização.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro tomou depoimento de uma jovem de 16 anos que informou ter sido drogada e estuprada por diversos homens. O crime foi denunciado após um vídeo com imagens da jovem desacordada e com órgãos genitais expostos ter sido postado na internet. No vídeo, um homem diz que “uns 30 caras passaram por ela”.

Em Bom Jesus, sul do Piauí, uma jovem de 17 anos afirmou ter sido violentada por quatro adolescentes e um rapaz de 18 anos, na madrugada desta sexta-feira (20). Após uma briga com o namorado, a jovem teria ingerido bebida alcoólica e os suspeitos se aproveitaram da embriaquez para cometer o crime. A jovem foi encontrada amarrada dentro de uma obra abandonada.

A nota, assinada pela representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, observa que os dois casos “bárbaros” se assemelham pelo fato de que as duas adolescentes teriam sido atraídas pelos algozes em tramas premeditadas e por terem sido violentamente atacadas num contexto de uso de substâncias com álcool e drogas.

“Como crime hediondo, o estupro e suas consequências não podem ser tolerados nem justificados sob pena do comprometimento da saúde física e emocional das mulheres, as quais devem dispor de todas as condições para evitar a extensão do sofrimento das violências perpetradas”, registra o texto.

A ONU Mulheres Brasil também reforça a necessidade de garantia e fortalecimento da rede de atendimento a mulheres em situação de violência e de profissionais especializadas em gênero em todas as esferas governamentais para o pleno atendimento às vítimas.

Dilma: estupro coletivo de jovem foi "barbárie"

A presidenta afastada Dilma Rousseff usou as redes sociais para condenar o estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos no Rio de Janeiro. Segundo Dilma, o ato foi uma “barbárie”. “Presto minha total solidariedade à jovem, menor de idade, estuprada por vários homens. Além de cometerem o crime, os agressores ainda divulgaram fotos e vídeos da vítima, desacordada, na internet. Uma barbárie”, disse Dilma, que pediu a identificação e punição dos responsáveis.

A jovem deu depoimento à Polícia Civil dizendo que acordou na madrugada de hoje (26) cercada por 33 homens armados de pistolas e fuzis. A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática no Rio de Janeiro (DRCI) também analisa um vídeo com imagens da jovem desacordada e nua.

Postadas na quarta-feira (25) no Twitter, as imagens causaram indignação na internet. No próprio vídeo, um homem diz que “uns 30 caras passaram por ela”. O delegado Alessandro Thiers pediu a quem tenha qualquer informação que possa auxiliar na identificação dos autores entre em contato através do e-mail: alessandrothiers@pcivil.rj.br

A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro divulgou nota repudiando o ato e se prontificou a oferecer apoio à jovem e sua família.

Renan ataca Janot e Sarney fala em ditadura da Justiça em novos trechos


Gravações mostram novos detalhes das tentativas de frear a Lava Jato. Sérgio Machado gravou várias horas de conversa com cúpula do PMDB.


 Renan Calheiros ataca o procurador-geral da República e José Sarney fala em ditadura da Justiça. As gravações mostram novos detalhes das tentativas de frear a ação da Lava Jato. São novas tentativas, mas todas em vão: as investigações só avançaram, para o desespero de muita gente.
E foi na tentativa de se defender delas e negociar uma delação premiada que Sérgio Machado gravou várias horas de conversa com integrantes da cúpula do PMDB. Em uma das vezes, Machado visitou, com um gravador escondido, o ex-presidente José Sarney enquanto ele se recuperava de um problema de saúde.
Sérgio Machado gravou as conversas em reuniões em Brasília, na casa do presidente do Senado, Renan Calheiros, e do ex-presidente da República José Sarney. Com um gravador escondido, registrou articulações para tentar barrar a Lava Jato.
E, mesmo grampeando a conversa deles, pediu que fosse marcada uma reunião com Renan Calheiros sem risco de grampos. “Faz uma ponte que eu possa, que é melhor porque está tudo grampeado. Tudo essas coisas. Isso é ruim”.
Em um encontro com Renan, que é investigado na Lava Jato, os dois falam mal de Rodrigo Janot, o procurador-geral da República.
Sérgio Machado: Agora esse Janot, Renan, é o maior mau caráter da face da Terra.

Renan Calheiros: Mau caráter! Mau caráter! E faz tudo que essa força-tarefa (Lava Jato) quer.
Sérgio Machado: É, ele não manda. E ele é mau caráter. E ele quer sair como herói. E tem que se encontrar uma fórmula de dar um chega para lá nessa negociação ampla para poder segurar esse pessoal (Lava Jato). Eles estão se achando o dono do mundo.
Renan Calheiros: Dono do mundo.

Em outro dia, em outra conversa, na casa de Renan, estavam dois advogados do senador e um homem chamado de Wandemberg - que seria Wandemberg dos Santos Sobreira Machado, ligado a Renan e, segundo investigadores, com ligações também com a defesa de Delcídio.
Machado disse que testemunhou a conversa em que eles discutiam uma estratégia para salvar o mandato do petista. Isso antes de vir a público a delação de Delcídio.
Renan Calheiros: O que que ele (Delcídio) tem que fazer... fazer uma carta, submeter a várias pessoas, fazer uma coisa humilde... que já pagou um preço pelo que fez, foi preso tantos dias... família pagou... a mulher pagou...

Wandemberg dos Santos: Ele (Delcídio) só vai entregar a comissão, fazer essa carta e vai embora.
Renan Calheiros: Conselho de Ética, falei agora com o João (João Alberto, presidente do Conselho de Ética). O João, ele fica lá ouvindo os caras... O Conselho de Ética não tem elementos para levar processo adiante, também é ruim dizer que não vai levar o processo adiante. Então o Conselho de Ética tem que requerer diligências, requisição de peças e enquanto isso não chegar fica lá parado.

Quando a delação veio a público, a cassação do mandato de Delcídio foi a jato.
Já no encontro de Machado com Sarney, eles reclamam que Dilma insiste em permanecer no governo diante da crise política e econômica. O ex-presidente Sarney diz que não só empresários e políticos devem pagar pelos mal feitos na Petrobras, mas o governo também.
José SarneyEsse negócio da Petrobras são os empresários que vão pagar, os políticos! E o governo que fez isso tudo?

Sérgio Machado: Acabou o Lula, presidente.
José Sarney: O Lula acabou. O Lula, coitado, ele está em uma depressão tão grande.
Sérgio Machado: O Lula. E não houve nenhuma solidariedade da parte dela.

Em outro trecho, reclamam da falta de manifestações contra as decisões de Sérgio Moro. Criticam as decisões da Justiça que estão combatendo a corrupção e falam que há no momento uma ditatura da Justiça.
Sérgio Machado: Não teve um jurista que se manifestasse. E a mídia tá parcial assim. Eu nunca vi uma coisa tão parcial. Gente, eu vivi a revolução (...) Não tinha esse terror que tem hoje, não. A ditatura da toga tá f...

José Sarney: A ditadura da Justiça está implantada, é a pior de todas!
Sérgio Machado: E eles vão querer tomar o poder. Pra poder acabar o trabalho. (...) Faz uma ponte que eu possa, que é melhor porque tá tudo grampeado. Tudo essas coisas. Isso é ruim.

Os dois ainda especulam sobre política. Dizem que Dilma deve cair, especialmente depois da prisão de seu marqueteiro João Santana, e falam também na saída de Michel Temer.
Sérgio Machado: Só tem uma solução, presidente, é ela sair.

José Sarney: Ah! Sim.
Sérgio Machado: A única solução que existe. E ela vai sair por bem ou por mal porque a economia nenhuma não vai aguentar.
José Sarney: Não. Ela vai sair de qualquer jeito.
Sérgio Machado: Qualquer jeito.
José Sarney: Agora não tem jeito. Depois desse negócio do Santana não tem jeito.
Sérgio Machado: Vai sair do Michel, o que é o pior.
José Sarney: Michel vai sair também.

Machado gravou conversas também com o senador Romero Jucá. O agora ex-ministro do Planejamento conta como teria convencido o PSDB a apoiar a impeachment. O partido era a favor de esperar a decisão do TSE que julga as irregularidades nas contas de campanha de Dilma e Temer. Se a chapa for condenada, teria nova eleição. Na época, essa era a melhor saída vista pelos tucanos. Jucá disse que alertou que ninguém conseguiria ganhar eleição defendendo reformas necessárias, só que impopulares para sair da crise econômica.
Romero Jucá: Falar com o Tasso, na casa do Tasso. Eunício, o Tasso, o Aécio, o Serra, o Aloysio, o Cássio, o Ricardo Ferraço, que agora virou psdbista histórico. Aí conversando lá. O que é que a gente combinou? Nós temos que estar junto para dar uma saída pro Brasil (inaudível) e se não tiver, eu disse lá, todo mundo, todos os políticos (inaudível), tão f..., entendeu? Porque (inaudível) disse: 'Não, TSE, se cassar...'. Eu disse: 'Aécio, deixa eu te falar uma coisa: se cassar e tiver outra eleição, nem Serra, nenhum político tradicional ganha essa eleição, não. (inaudível), Lula, Joaquim Barbosa... (inaudível) porque na hora dos debates, vão perguntar: 'Você vai fazer reforma da Previdência?' O que que que tu vai responder? Que vou! Tu acha que ganha eleição dizendo que vai reduzir aposentadoria das pessoas? Quem vai ganhar é quem fizer maior bravata. E depois, não governa, porque a bravata, vai ficar refém da bravata, nunca vai ter base partidária...' (inaudível) Esqueça!
Sarney e Machado ainda criticam as nomeações feitas pelo governo de ministros do Supremo Tribunal Federal e também criticam o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato.
José Sarney: E com esse Moro perseguindo por besteira.

Sérgio Machado: Presidente, esse homem tomou conta do Brasil. Inclusive, o Supremo fez porque é pedido dele. Como é que o Toffoli e o Gilmar fazem uma p... dessa? Se os dois tivessem votado contra não dava. Nomeou uns ministro de m... com aquele modelo.
José Sarney: Todos.

As gravações feitas por Sérgio Machado estão na delação premiada que ele fez. Só que o assunto principal da delação são os desvios de dinheiro da Transpetro, empresa que ele presidiu por mais de uma década, por indicação do PMDB. Esses detalhes estão em depoimentos dados aos investigadores.
Com essa nova delação, o procurador-geral Rodrigo Janot pode pedir abertura de novos inquéritos, inclusão de provas em investigações já abertas e mandar citações de pessoas sem foro para o juiz Sérgio Moro, em Curitiba.
Sérgio Machado mesmo ainda não é investigado formalmente no Supremo, mas o procurador Rodrigo Janot pediu a inclusão do nome dele no principal inquérito da Lava Jato.
José Sarney disse que sempre manteve uma relação de amizade com Sérgio Machado e que nas conversas tentou levantar a confiança e a esperança de Machado para superar as acusações. Disse ainda que lamenta que conversas privadas se tornem públicas.
Renan Calheiros afirmou que nunca tentou dificultar a Lava Jato e que continuará defendendo mudanças na legislação. Sobre a cassação de Delcídio do Amaral, Renan disse que procurou acelerar o processo e que na conversa expressou sua opinião como amigo. Disse ainda que a indicação de Sérgio Machado para a Transpetro foi uma iniciativa da bancada do PMDB e não dele.
O senador João Alberto disse que seguiu o regimento do Conselho de Ética e que o processo de Delcídio não foi comprometido e já está encerrado.
PSDB disse que nas gravações não existe qualquer acusação contra o partido ou o presidente da legenda, Aécio Neves, e que as gravações mostram frases ensaiadas com intenção de criar constrangimento. O PSBD afirmou ainda o impeachment se tornou viável pelos crimes cometidos pela presidente da República e não pelas opiniões de Jucá. O PSDB disse ainda que vai à Justiça pelas menções irresponsáveis feitas ao partido e a seus líderes.
O Bom Dia Brasil não conseguiu contato com José Serra nem com a assessoria de Rodrigo Janot.
Wandemberg dos Santos Sobreira Machado disse que mantém laços de amizade com o senador Delcídio do Amaral que as conversas gravadas mostram apenas sua avaliação política sobre o assunto.
O presidente em exercício, Michel Temer, e o juiz Sérgio Moro não quiseram se manifestar.
Em nota, o Instituto Lula declarou que quem tem de explicar essas notícias são os que o instituto chama de “beneficiários da aliança entre os partidos golpistas e os setores mais corruptos da política brasileira”.
Para Romero Jucá, apenas uma reformulação da política e a valorização de quem não tem crime poderá construir uma saída para o Brasil. Segundo ele, o país está vivendo uma crise de representatividade e de que era sobre isso que ele queria tratar na reunião referida nos diálogos.
A presidente afastada, Dilma Rousseff, disse que todos os pagamentos feitos ao publicitário João Santana foram regulares e estão na prestação de contas apresentadas à Justiça Eleitoral. E que estranha que pessoas que não participaram da coordenação da campanha ou da Tesouraria possam ter informações sobre pagamentos e arrecadações. Por fim, Dilma diz que a tentativa de envolver seu nome em situações que nunca participou são escusas e demonstram interesses inconfessáveis.

Dilma resistiu até ‘última bala’, diz Sarney em grampo de Sérgio Machado



Grampo telefônico 


O ex-presidente José Sarney
O ex-senador José Sarney (PMDB-AP), em foto de 2015
 
Trecho inédito de conversa entre o delator Sérgio Machado e o o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado mostra os dois debatendo acerca do destino de Dilma Rousseff, então na Presidência.
Ambos reclamam do fato de Dilma permanecer no cargo mesmo em forte crise política, e dizem que a petista vai resistir “até a última bala”.
“Ela não sai (…) Resiste… Diz que até a última bala”, diz o ex-senador maranhense. Segundo Machado, os escândalos com o governo acabaram com “o ‘Lula presidente'”. Sarney concorda, dizendo que o petista estaria em depressão.
“Acabou o ‘Lula presidente'”, diz o ex-presidente da Transpetro. “O Lula acabou. O Lula, coitado, ele está numa depressão tão grande”, afirma Sarney. “O Lula. E não houve nenhuma solidariedade da parte dela [Dilma].”, completa Machado.
Em outro trecho da conversa, gravada em março de 2016 e revelada nesta quinta-feira (26) pelo “Jornal Nacional”, em que Sarney reclama das decisões do juiz Sergio Moro e afirma que há uma “ditadura da Justiça” em vigor no Brasil.
“Não teve um jurista que se manifestasse. E a mídia tá parcial assim. Eu nunca vi uma coisa tão parcial. Gente, eu vivi a revolução […]. Não tinha esse terror que tem hoje, não. A ditatura da toga tá f*“, diz Machado. “A ditadura da Justiça tá implantada, é a pior de todas!”, concorda Sarney.
“E eles vão querer tomar o poder. Pra poder acabar o trabalho.”, conclui o ex-presidente da Transpetro.
EDUARDO CUNHA
Há ainda, no trecho revelado, especulações a respeito do destino do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Sarney afirma que o Supremo Tribunal Federal não poderia afastar Cunha da presidência da Câmara.
“E quem é que assume a Presidência [no caso da saída de Michel Temer] se não tem ninguém?” pergunta Machado. “O Eduardo Cunha”, responde Sarney. “E ele não vai abrir mão de assumir”, rebate o ex-presidente da Transpetro.
“Não… No Supremo [Tribunal Federal] não tem. Não tem ninguém que tenha competência pra tirá-lo. Só se cassarem o mandato dele. Fora daí, não tem. Como é que o Supremo vai tirar o presidente da Casa?”, diz o ex-senador maranhense.
Os dois debatiam quem seria presidente caso Michel Temer, então vice de Dilma Rousseff, também fosse afastado do cargo.
Sarney diz que haveria eleições. Ele e Machado mencionam nomes como o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa ou o juiz Sergio Moro. Depois, concordam que o vencedor não seria o senador Aécio Neves (PSDB-SP), adversário de Dilma em 2014.”Não, não vai ser ele [Aécio] de jeito nenhum!”, diz o ex-senador.
A aposta de Sarney acerca do destino de Cunha, no entanto, provou-se incorreta. O áudio foi gravado em março de 2016, dois meses antes do afastamento do deputado não só da presidência da Câmara, como de seu mandato pelo STF.
GRAMPOS
Em outro momento, Machado, que grampeava ele mesmo a conversa com Sarney para obter um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República, pede que o maranhense marque conversa entre ele e Renan Calheiros em local sem grampos.
“Faz uma ponte que eu possa, que é melhor porque tá tudo grampeado. Tudo, essas coisas. Isso é ruim”, diz Machado.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Marcha CORPUS CHRISTIS em Barro Duro - Tutoia






Grande festa de Corpus Christis, em Barro Duro, abençoando todas as casas por onde passou principalmente nas residências que entrou. Jesus derramou muitas bênçãos na quinta-feira(26). 

Festa de Corpus Christis em Barro Duro com as comunidades do setor Jardim, Barro Duro e Setor Passagem Velha. Contamos com centenas de pessoas na Santa Eucaristia, presidida por Padre Alaôr Santos, e o translado do Santíssimo nas ruas do distrito de Barro Duro.


   Fotos: Ocimar






Casal é encontrado morto em lugares diferentes


Um casal foi encontrado morto na manhã de hoje (26) nas cidades de São Domingos e Presidente Dutra. Porém o que chamou atenção foi o fato de terem sido encontrados sem vida em locais diferentes.
O corpo de Alice foi encontrado na cidade de São Doningos, já o de Cícero com várias marcas de bala na cidade de Presidente Dutra.
Existem várias linhas de investigações para descobrir o que pode ter motivado a morte do casal.

Luis Cardoso
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O casal estava vivendo na cidade de São Paulo e estava no Maranhão há poucos dias.
Tanto Cícero como Alice tem passagens na polícia por envolvimento com trafico de drogas e roubo.
Comenta-se na cidade que a moça era de boa índole mas havia se perdido por conta do envolvimento com Cícero.
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Vejam o momento em que o corpo de Alice é recolhido pelo IML:

NO FIM, TRAGÉDIA E MELANCOLIA


DECERTO que a Era petista chegou ao fim. Ainda que o partido continue – talvez com outro nome como alguns sugerem –, já não terá mais o protagonismo que teve nos últimos treze anos. Normal que isso ocorra, faz parte do círculo da política, o que não se esperava era um fim tão trágico e melancólico.
No seu maio dramático, o partido foi compelido a deixar o Planalto pela porta lateral – sair pelos fundos seria humilhante demais. Mas, não apenas isso, só uma semana se passou entre o apeamento do poder (ainda em caráter provisório) e a condenação de José Dirceu – ex-presidente do partido, ex-ministro da Casa Civil, ex-possível sucessor de Lula, ex-capitão do time, como nos foi apresentado pelo ex-presidente em 2003 – a mais de 23 anos de prisão. Se, apenas para efeitos contábeis, computarmos a pena que recebeu do Supremo Tribunal Federal, em 2010, na ação penal 470 (o famoso processo do mensalão), 07 (sete) anos – após embargos infringentes que reduziu a pena original de mais de dez anos – temos, o ex-homem mais poderoso da República entre 2003 e 2005, condenado a mais de 30 anos de cadeia. Uma pena de mais de 23 anos – e apenas a primeira, neste escândalo denominado “petrolão”–, equivale a uma condenação perpétua a Dirceu, que já passa dos setenta anos, como bem asseverou um dos seus defensores.
O partido ainda foi condenado, neste mesmo período, ao ressarcimento de mais de R$ 3 milhões, numa ação de improbidade por corrupção na prefeitura de Santo André (SP), no começo dos anos 2000, na gestão do ex-prefeito assassinado, Celso Daniel. No mesmo processo também foi condenado o ex-ministro Gilberto Carvalho, uma das pessoas mais influentes do partido.
Afastados do poder – o que faz cessar o foro por prerrogativa de função a muitas das ex-autoridades petistas –, é capaz dos dissabores estarem apenas no começo.
Esta não é uma situação agradável a ninguém. Jamais desejaria esse tipo de problema ao meu pior inimigo, se tivesse algum. Entretanto, apenas colhem o que plantaram.
Diferente da primeira condenação de Dirceu, no caso do mensalão, em que militantes do partido foram às ruas proclamarem o condenado, pela mais alta corte do país, como um prisioneiro político, desta vez, ao que parece, não deram lá muita importância, parece que não vão brigar contra as provas dos autos que motivaram a condenação pelo juízo de primeira instância. Limitar-se-ão aos recursos ordinários nas esferas judiciárias.
Apenas um dia depois da divulgação da pena, os órgãos de comunicação dos partidos que davam sustenção ao governo afastado, já colocavam a notícia no rodapé ou a escondia em meio às demais notícias do dia a dia.
Quem diria, José Dirceu, que já foi o condestável da República e dos partidos que chegaram ao poder em 2002 – apesar da gravidade da pena que recebeu – tornou-se uma nota de rodapé, uma notícia secundária, a quem, mesmos seus aliados de primeira hora, parecem não dar importância.
Não foram necessários mais que dois escândalos – mensalão e petrolão –, para revelarem o profundo envolvimento de diversas lideranças do partido com monumentais esquemas de corrupção.
No primeiro, diversas pessoas da cúpula foram condenadas, com destaque para o mesmo José Dirceu, o ex-presidente José Genoíno, o ex-tesoureiro Delúbio Soares, apenas para ficar nestes.
No segundo escândalo – ainda em curso –, mais uma vez, o ex-ministro José Dirceu, já condenado, o ex-tesoureiro José Vaccari Neto, também já condenado, e também, inúmeras outras pessoas importantes, com e sem foro privilegiado.
Ao cabo de tudo, poucos – entre os líderes partidários e seus aliados –, restarão inocentados.
O grande volume de provas de corrupção envolvendo quase todos os negócios do Estado, suas empresas, bancos oficiais e até fundos de pensão dos servidores, não deixam dúvidas da estrutura montada para espoliar a nação. Audaciosos, usaram até a Justiça Eleitoral
para lavagem de dinheiro. Qualquer pessoa que detenha um mínimo de informação sabe disso.
O que se revela ao grande público, parece ser um mistério para o Partido dos Trabalhadores – PT e suas lideranças.
Leio uma resolução sobre conjuntura, onde o partido, parece ignorar tudo o que fizeram, todos os esquemas de corrupção e crimes que praticaram e pelos quais, alguns já foram condenados, para atribuir o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff a um golpe parlamentar (sic), perpetrado pelas velhas oligarquias nacionais – como se ignorassem as multidões nas ruas pedindo a saída da presidente e do partido.
Não contentes com a patranha, acusam a Operação Lava Jato de ser um instrumento crucial para “escalada golpista”. Mais adiante, diz que o processo de impeachment “facilita políticas de cerco e desestabilização em processos progressistas de outros países – como a Venezuela, Equador e Bolívia”. Fico imaginando o formidável progresso experimentado por estes países, principalmente, pela Venezuela, nação precursora do modelo bolivariano e que, a exemplo do que começou a acontecer no Brasil, amarga os piores indicadores sul-americanos e empobreceu sua população a índices inimagináveis fazendo com que não ganhem o suficiente para se alimentar dignamente. Isso, sem contar a corrupção, a inflação, a violência, os abusos contra a oposição e contra qualquer um que ouse se opor.
Em dez páginas o documento que analisa a conjuntura nacional, é repleto destas, e outras, bisonhices, porém, incapaz de fazer uma autocrítica. Ainda quando tentam, é fazendo uso de um contorcionismo que mais confunde do que esclarece.
O que não cessa é a insistência no lenga-lenga do golpe e que o Poder Judiciário faz parte de um complô da direita contra o projeto popular do partido e para criminalizá-lo.
Que o PT e seus seguidores padeçam de um sectarismo que os façam enxergar ou a vivenciarem outra realidade, como se estivessem numa alucinação coletiva, embora ridícula, é até compreensível, pior mesmo é saber que alguns supostos intelectuais aceitam este tipo de argumentação.
Desde 2005, quando do escândalo do mensalão, diversos destes “intelectuais” e também “artistas”, vêm o PT como vítima de alianças “com pessoas do mal”, alianças estratégicas para governar. Eles, os petistas, pobrezinhos, se deixaram levar por estes malvados e quando se deram conta, estavam atolados até o pescoço. São teses patéticas.
Acredito que estas “vítimas”, na verdade, foram os verdadeiros professores das antigas oligarquias na arte de levarem vantagem nos negócios com o dinheiro público. Não é à toa que criaram a corrupção intercontinental, a propina retroativa e ainda ousaram usar a justiça eleitoral como lavanderia de recursos sujos.
Como disse, os contratempos do partido, suas lideranças e aliados, não são motivos de alegria para ninguém, pelo contrário, deve causar tristeza, por vermos aquelas pessoas que nos prometeram tantas coisas, ficarem satisfeitas por dizerem que não piores, mas, apenas iguais, ao que de pior já produziu a política brasileira.
Nas tragédias individuais de cada um dos condenados a melancolia do poderia ter sido e não foi.
Abdon Marinho é advogado.