quarta-feira, 4 de março de 2026

STF PROÍBE SAQUE EM DINHEIRO DE EMENDA PARLAMENTARES

 

Supremo proíbe saque em dinheiro de recursos de emendas parlamentares 


Foto Reprodução

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu na terça-feira (3) saques em espécie de recursos de emendas parlamentares, mesmo após a transferência dos valores para as empresas beneficiárias finais. O Banco Central deverá regulamentar a medida, no prazo de 60 dias corridos, em conjunto com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A decisão foi tomada na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854.

A medida não impede a movimentação financeiras das contas, mas os pagamentos devem ser feitos por meio de transferências eletrônicas, inclusive via PIX.

Em agosto de 2025, Dino já havia determinado que os bancos que operam com emendas parlamentares adaptassem suas soluções tecnológicas para bloquear saques na “boca do caixa”. Em atendimento à determinação, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste informaram nos autos a integral adequação de seus sistemas.

No entanto, a Associação Contas Abertas, a Transparência Brasil e a Transparência Internacional – Brasil, entidades admitidas como representantes da sociedade no processo, relataram que, nos últimos meses, têm aumentado as evidências de que esse tipo de saque representa um risco significativo de corrupção na utilização de recursos de emendas, pois facilita o transporte e a ocultação de valores. Elas citam investigações da Polícia Federal sobre possíveis desvios de recursos destinados ao Hospital Municipal de Macapá (AP) e sobre esquema de lavagem de dinheiro com verbas para eventos culturais no Maranhão.

Segundo o relator, apesar dos avanços tecnológicos implementados, as entidades noticiaram fatos que indicam possível persistência de fragilidades.

Ilícitos ambientais 

Na mesma decisão, Dino determinou que a ocorrência de ilícito ambiental comprovado por auto de infração ou decisão judicial seja considerada, pelo Poder Executivo, como impedimento para a liberação de recursos ou para a aprovação das contas da obra financiada. Segundo o ministro, o uso de dinheiro público em atividade irregular fere a moralidade administrativa e a boa gestão dos recursos.

Estados e DF 

Na mesma decisão, Dino determinou que os presidentes das Assembleias Legislativas dos estados e o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal sejam comunicados para que adaptem os processos legislativos orçamentários locais ao modelo federal, no ponto referente à apresentação e à execução de emendas. As mudanças devem observar as diretrizes fixadas pelo Corte, pela Lei Complementar 210/2024 e pela Resolução 001/2006 do Congresso Nacional, e têm como fundamento o princípio da simetria constitucional.

Leia a íntegra da decisão.

JANELA PARTIDÁRIA EM TODO PAÍS - ELEIÇÃO 2026

 

Janela partidária abre amanhã (5) — veja quem deve mudar de partido na Alema


Imagem gerada por IA, produzida exclusivamente para uso ilustrativo no Blog do Minard

Começa nesta quinta-feira (5) a janela partidária em todo o país. Até 3 de abril, deputados estaduais e federais poderão trocar de legenda sem risco de perder o mandato. No Maranhão, o período marca oficialmente o início da temporada de rearranjos políticos e deve mexer na composição da Assembleia Legislativa.

MDB no centro do tabuleiro

Imagem gerada por IA, produzida exclusivamente para uso ilustrativo no Blog do Minard

O MDB, liderado por Orleans Brandão, pré-candidato ao Governo do Maranhão, entra nesse processo como peça-chave. Hoje com 10 deputados estaduais, a legenda é vista como o porto mais seguro para quem busca estrutura, musculatura eleitoral e proximidade com o Palácio dos Leões. Mesmo com a possibilidade de uma ou outra saída pontual, o partido tende a sair fortalecido.

Há uma estratégia clara de consolidação do MDB como maior bancada da Casa. A construção passa por articulações políticas de peso e pela montagem de chapas competitivas tanto para estadual quanto para federal.

Neste cenário, a atuação da presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, e do governador Carlos Brandão, tem sido fundamental. Juntos, eles coordenam um processo de reorganização partidária que prioriza a manutenção da base aliada e a viabilidade eleitoral de todos os grupos que compõem o arco de sustentação do governo.

✅ CONTINUAM NO MESMO PARTIDO

🟢 MDB

  • Adelmo Soares

  • Andreia M. Rezende

  • Antônio Pereira

  • Daniella

  • Davi Brandão

  • Florêncio Neto

  • Francisco Nagib

  • Kekê Teixeira

  • Ricardo Arruda

🔵 PL

  • Aluízio Santos

  • Cláudio Cunha

  • João Batista Segundo

  • Solange Almeida

  • Fabiana Vilar

🟡 PP

  • Arnaldo Melo

  • Catulé Júnior

🔴 PSB

  • Carlos Lula

  • Fernando Braide

  • Leandro Bello

  • Othelino Neto

🟣 PCdoB

  • Júlio Mendonça

  • Rodrigo Lago

🟤 Podemos

  • Júnior Cascaria

🟠 PRD

  • Guilherme Paz

  • Edna Silva ( não irá disputar)

🟢 União Brasil

  • Neto Evangelista


🔄 VÃO MUDAR DE PARTIDO

  • Ana do Gás (PCdoB) → deve ir para o Republicanos

  • Janaina (Republicanos) → deve ir para o Podemos

  • Ricardo Rios (PCdoB) → deve ir para o PSB

  • Abigail Cunha (PL) → deve ir para o MDB

  • Dr. Yglésio (PRTB) → deve ir para o PRD

  • Júnior França (PP) – Não será candidato; quem disputará é França do Macaquinho, sua esposa, que  deve ir para o PRD

🚪 VÃO SAIR, MAS SEM PARTIDO DEFINIDO

  • Ariston (Mobiliza)

  • Cláudia Coutinho (PDT)

  • Dra. Helena Duailibe (PP)

  • Dra. Vivianne (PDT)

  • Eric Costa (PSD)

  • Osmar Filho (PDT)

  • Glalbert Cutrim (PDT)
  • Mical Damasceno (PSD) – vai sair para o Senado, sem definição de novo partido


❓ INDEFINIDOS

  • Iracema Vale (MDB) –

    • Indefinido se sai do MDB

    • Caso saia, deve ir para o PT

    • Indefinição também sobre disputa: estadual, federal, Senado ou Governo

  • Edson Araújo (sem partido) – investigado na CPMI do INSS, segue sem rumo

  • Wellington do Curso (sem partido) – ainda sem definição

Disputa por “fazer número”

Nos bastidores, partidos menores tentam montar chapas com nomes de menor densidade eleitoral apenas para atingir número mínimo e viabilizar candidaturas majoritárias ou federais. É uma estratégia conhecida: preencher nominatas para garantir sobrevivência partidária.

A janela partidária, portanto, não é apenas troca de sigla. É cálculo eleitoral, sobrevivência política e posicionamento para 2026.

Até 3 de abril, o cenário ainda pode mudar. Mas uma coisa já é clara: a corrida por espaço começou oficialmente — e ninguém quer ficar para trás.