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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Droga e Sexos. Usuários regulares de maconha fazem mais sexo, diz estudo

Homens e mulheres que consomem a droga têm 20% mais transas que os abstêmios


POR O GLOBO

Mulher fuma maconha em Denver, no Colorado, um dos 29 estados americanos onde o uso recreativo ou medicinal é legalizado – Mark Leffingwell
STANFORD, Califórnia — O consumo da maconha ainda é considerado tabu, e muitos médicos alertam sobre os riscos à saúde, incluindo o impacto da droga sobre o desejo e a performance sexual, mas segundo um grupo de pesquisadores da Universidade Stanford, as evidências mostram que os usuários regulares da cannabis fazem mais sexo.
— O uso frequente da marijuana não parece prejudicar a motivação ou o desempenho sexual — afirmou Michael Eisenberg, professor assistente de urologia em Stanford e coautor do estudo publicado nesta sexta-feira no periódico “Journal of Sexual Medicine”. — Em qualquer caso, está associado com um aumento da frequência do coito.
A pesquisa analisou dados de mais de 50 mil americanos, com idades entre 25 e 45 anos. Eisenberg ressaltou, contudo, que não foi estabelecida uma conexão causal entre o uso da maconha e a atividade sexual, apenas uma constatação estatística.
— A tendência geral é aplicada a pessoas de ambos os sexos e todas as raças, idades, níveis educacionais, religiões, classes de renda, estados de saúde, se eram casados ou solteiros ou se tinham ou não filhos — pontuou o pesquisador. — O uso da maconha é muito comum, mas seu uso em larga escala e associação com a frequência sexual não havias sido estudados de forma científica.
De acordo com o Instituto Nacional sobre Uso de Drogas dos EUA, mais de 20 milhões de americanos adultos são usuários de maconha, e com a legalização para uso medicinal ou recreativo em 29 estados, esses números estão avançando. E a relação da droga com o sexo é ambígua: experimentos relatam disfunção erétil em usuários intensos e a redução na contagem de esperma; por outro lado, pesquisas indicam que a cannabis estimula a atividade em regiões cerebrais envolvidas com o desejo sexual.
Para determinar os efeitos da maconha sobre o sexo, Eisenberg e Andrew Sun, residente em urologia em Stanford, recorreram à Pesquisa Nacional de Crescimento Familiar, conduzido pelos Centros Nacionais de Controle e Prevenção de Doenças. Entre os dados coletados estão o número de vezes que os entrevistados fizeram sexo nas últimas quatro semanas e a frequência de uso da maconha nos últimos 12 meses.
Os pesquisadores compilaram dados coletados em todos os anos desde 2002, na faixa etária entre 25 e 45 anos. Foram analisadas informações de 28.176 mulheres e 22.943 homens, sendo 14,5% delas responderam fazer uso da maconha, assim como 24,5% dos homens. Os resultados indicaram uma associação positiva entre as frequências do uso da maconha e as relações sexuais
Entre as mulheres, as que responderam não terem usado maconha tiveram em média 6 relações sexuais nas quatro últimas semanas antes da pesquisa, já entre as usuárias regulares da droga a média foi de 7,1 transas. Entre os homens, as médias foram de 5,6 para não usuários e 6,9 para usuários diários. Dessa forma, os usuários de maconha têm, em média 20% mais relações sexuais que abstêmios.
Existem outras variáveis que podem influenciar a atividade sexual, como a tendência de os usuários de maconha serem mais desinibidos e, dessa forma, mais propensos ao sexo. Entretanto, diz Eisenberg, é provável que exista um papel ativo da maconha na busca por sexo, mas os dados não devem ser mal interpretados como sendo uma prova de uma conexão causal.
— Não diz que se você fumar mais maconha, fará mais sexo — alertou o pesquisador

terça-feira, 7 de março de 2017

Mulheres trabalham 7,5 horas a mais por semana que os homens, diz estudo

Levantamento do Ipea também mostra que o percentual de lares chefiados por mulheres saltou de 23% para 40% em 20 anos. Renda de mulheres negras foi a que mais subiu no período.



Jornada semanal total chegou a 53,6 horas entre as mulheres em 2015 
As mulheres trabalham em média 7,5 horas a mais que os homens por semana, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), com base nos dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE.
Em 2015, a jornada total média das mulheres (que considera a soma do trabalho remunerado mais os afazeres domésticos) era de 53,6 horas semanais, enquanto a dos homens, de 46,1 horas.
 (Foto: Arte/G1) (Foto: Arte/G1)
(Foto: Arte/G1)

Trabalho doméstico e renda

Quanto a atividades não remuneradas, mais de 90% das mulheres declararam fazer atividades domésticas – proporção que se manteve quase inalterada em 20 anos, em torno de 50%. Quanto aos homens, a proporção dos que se ocupam destes afazeres passou de 46% para 53%.
Com base nestes dados, o Ipea conclui que não há sinais de uma nova divisão de tarefas entre homens e mulheres nos lares. “Quando analisado o número de horas semanais dedicadas a essas atividades, nos últimos vinte anos é possível perceber uma significativa redução na quantidade de horas dedicadas aos afazeres domésticos pelas mulheres (6 horas semanais), mas o tempo médio gasto pelos homens mantém-se estável”, afirma o estudo.
Quanto mais alta a renda das mulheres, menor a proporção das que afirmaram realizar afazeres domésticos. Entre aquelas com renda de até um salário mínimo, 94% dedicavam-se ao trabalho doméstico, contra 79,5% entre as mulheres com renda superior a oito salários mínimos.
Os homens aparecem em situação inversa, segundo o Ipea. Os que recebem renda mais alta (de 5 a oito salários mínimos) são maioria entre os que declaram se ocupar com tarefas domésticas: 57%. Essa proporção cai para 49% entre os homens com renda mais baixa.

Disparidade de renda

O rendimento das mulheres negras foi o que mais se valorizou entre 1995 e 2015, em 80%, e o dos homens brancos foi o que menos cresceu (11%), diz o Ipea. Ainda assim, a escala de remuneração continua igual: homens brancos têm os melhores rendimentos, seguidos de mulheres brancas, homens negros e mulheres negras.
Ainda segundo o Ipea, também chama atenção a diferença da taxa de desocupação entre sexos. Em 2015, a feminina era de 11,6%, enquanto a dos homens atingiu 7,8%. No caso das mulheres negras, ela chegou a 13,3% (e 8,5% para homens negros).
 (Foto: Arte/G1) (Foto: Arte/G1)
(Foto: Arte/G1)

Mais mulheres entre chefes de família

Também subiu a proporção de lares brasileiros chefiados por mulheres, diz o Ipea. Em 1995, 23% dos domicílios tinham mulheres como pessoas de referência. Em 20 anos, esse número saltou para 40%. Segundo o estudo, as famílias chefiadas por mulheres não são exclusivamente aquelas sem a presença masculina: em 34% delas, havia a presença de um cônjuge.
Os arranjos de tipos familiares também mudaram. Em 1995, o tipo mais tradicional era formado por um casal com filhos, em 58% das famílias. Já em 2015, esse percentual caiu para 42%, tendo aumentado de maneira significativa o número de domicílios com somente uma pessoa e também o percentual de casais sem filhos.

Renda das domésticas subiu

O estudo também destaca que a quantidade de trabalhadoras domésticas com até 29 anos de idade caiu mais de 30 pontos percentuais em 20 anos. Passou de 51,5% em 1995 para 16% em 2015.
Mas o emprego doméstico ainda era a ocupação de 18% das mulheres negras e de 10% das mulheres brancas em 2015, diz o Ipea. Já a renda das domésticas saltou 64% nesses 20 anos, atingindo o valor médio de R$ 739,00 em 2015, mas ainda abaixo do salário mínimo, que, à época, era de R$ 788,00.
Também aumentou o número de domésticas formalizadas. Em 1995, 17,8% tinham carteira. Já em 2015, a proporção chegou a 30,4%. Mas a análise dos dados da Pnad sinalizou uma tendência de aumento na quantidade de diaristas no país. Elas eram 18,3% da categoria em 1995 e chegaram a 31,7% em 2015.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Maranhão tem a expectativa de vida mais baixa do país, diz estudo


O estado aparece, ainda, como o 2º pior em indicadores da saúde do Brasil e o 9º em ranking que mapeia as taxas de mortalidade infantil
Expectativa de vida no Maranhão é de 70 anos
Expectativa de vida no Maranhão é de 70 anos 
SÃO LUÍS - O Maranhão tem a expectativa de vida mais baixa do país, segundo estudo da consultoria Macroplan. O estado aparece, ainda, como o 9º em ranking que mapeia as taxas de mortalidade infantil e o segundo pior em indicadores da saúde.
O levantamento cruzou informações da mortalidade infantil com a expectativa de vida dos 26 estados e Distrito Federal para definir uma taxa de melhores condições de saúde no país. Quanto mais próximo de 1, melhor é o desempenho do local.
O estado aparece com índice 0,460 entre os indicadores da saúde, o segundo pior do Brasil. O Maranhão fica atrás apenas de Roraima, que obteve índice 0,329. Santa Catarina é o estado com melhores condições na área, ganhando nota 1.
Expectativa de vida
De acordo com o estudo, os maranhenses têm uma expectativa de vida de 70 anos, a menor do país. A mais alta é em Santa Catarina com 78,4 anos: a cada mil bebês nascidos vivos no estado, 10,1 morrem antes de completar 12 meses de vida. O índice considerado como aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
No geral, a expectativa de vida tem avançado no país nos últimos anos, mas o melhor desempenho do Brasil, registrado em Santa Catarina, fica atrás do índice do Chile, de 81,2 anos.
Mortalidade infantil
A Macroplan comparou também as taxas de mortalidade infantil entre os estados brasileiros. O Maranhão aparece em 9ª colocação, com índice 15,5. Os piores números são de Roraima, com 20,2, e os melhores de Santa Catarina, com 10,1.
As taxas estão concentradas majoritariamente na região Norte do país. Quinze unidades da federação apresentam taxas de mortes de crianças de até 1 ano da média nacional de 12,9 óbitos para cada mil nascimentos.