sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Gastão Vieira nega que sua saída do FNDE tenha sido motivado pelo Senador Rocha


Gastão diz que Roberto Rocha não tem prestígio algum no Governo Federal

Roberto Rocha X Gastão Vieira
O ex-deputado federal Gastão Vieira (Pros) negou que sua saída da presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ocorreu devido à articulação do senador Roberto Rocha (PSB). Em entrevista ao programa Ponto e Vírgula, da Rádio Difusora FM, nesta quarta-feira (21), Gastão disse que o socialista até tentou, mas ele não possuiu qualquer tipo de prestígio no Governo Federal para influenciar na decisão do presidente Michel Temer (PMDB).
Gastão mostrou tranquilidade com a demissão, entende que o cargo é político, mas lamentou a postura adotada por uma parcela da classe política do Maranhão. “Em qualquer lugar do Brasil as pessoas ficariam felizes de ver um conterrâneo seu estar ocupando um cargo desses, no Maranhão é diferente. As pessoas começam por varias razões a “agourar”, plantam notícias, pedem lá para tirar, porque elas imaginam que naquele órgão você pode fazer tudo o que quiser, pode até contrariar o interesse dessas pessoas”.
Questionado se uma “dessas pessoas” seria o senador Roberto Rocha, ele respondeu. “Ele não apenas pediu a minha saída, como disse que o substituto seria o seu Pedro Maranhão, só que o senador Roberto Rocha não tem prestígio de nada no Governo. Inventou uma viagem (ao nordeste) com o Temer dizendo para o Temer que precisava ir na comitiva porque o diretor do Banco do Nordeste, que iria na solenidade, tinha sido indicado por ele. E depois postou foto com Temer para dizer que na viagem conseguiu minha demissão. Isso é lamentável, é ridículo, um papel desses é ridículo. O que aconteceu: trabalhou para dar para Bahia um lugar que vai fazer falta para o Maranhão”.
Gastão explicou que a sua saída do FNDE ocorreu porque o DEM exigiu mais um cargo do presidente para se manter na base do Governo Federal. Temer justificou que não poderia comprar um briga com o prefeito de Salvador, ACM Neto, devido a sua força política na Bahia. “Ele se quer foi ouvido (Roberto Rocha) nas suas reivindicações pela minha retirada, o que houve foi que o DEM aproveitando um momento político difícil, que o ministro da Educação é do DEM, reuniu sua bancada e exigiu do Governo mais um cargo para continuar no Governo”.
Por fim, Gastão criticou a atuação de RR como senador. “Elegeu-se um senador que me derrotou dizendo – vocês vão saber o que um senador faz eu não serei mais um sarneyzista, agora eu não sei se ele faz ou não faz”.

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