Investigações de Dino e Mendonça sobre “Dark Horse” criam disputa por relatoria no STF
A Polícia Federal passou a conduzir duas investigações distintas sobre o financiamento do filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As apurações foram autorizadas separadamente pelos ministros Flávio Dino e André Mendonça, situação que pode provocar um conflito de competência dentro do Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação sob relatoria de Flávio Dino teve início antes das suspeitas envolvendo o filme virem à tona e integra um conjunto de apurações sobre o destino de emendas parlamentares. Nesse caso, a PF investiga repasses feitos por cinco deputados federais a empresas e organizações, entre elas uma empresa pertencente à mesma proprietária da produtora responsável por Dark Horse.
Já o ministro André Mendonça autorizou, nesta quinta-feira (23), a abertura de um inquérito específico para apurar a suspeita de que recursos milionários do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, tenham sido utilizados para financiar a produção cinematográfica. A decisão foi tomada após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Enquanto as duas investigações avançam em paralelo, a defesa do senador Flávio Bolsonaro acionou o STF para que todas as apurações relacionadas ao filme sejam reunidas sob a relatoria de André Mendonça. Os advogados argumentam que a centralização evitaria decisões conflitantes e garantiria maior efetividade às investigações.
O pedido foi encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que ainda não se manifestou sobre a solicitação. Até que haja uma definição, a Polícia Federal seguirá conduzindo as duas frentes de investigação, uma voltada aos repasses de emendas parlamentares e outra destinada a apurar a origem dos recursos privados supostamente empregados no financiamento do filme.

Nenhum comentário:
Postar um comentário