segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

À espera de mandado de prisão, Jefferson diz que 'está em paz'


DELATOR DO MENSALÃO AGUARDA PRISÃO A QUALQUER HORA








O ex-deputado e delator do mensalão, Roberto Jefferson, que teve a prisão determinada pelo Supremo Tribunal Federal no final da última semana, afirmou na manhã desta segunda-feira (24) que "está em paz". Para que Jefferson seja preso,  o mandado deve ser enviado para a Polícia Federal. A assessoria do STF informou que esse trâmite deve ser concluído nesta segunda.
Questionado por jornalistas na porta de sua casa, em Levy Gasparian, no interior do Rio, sobre como está lidando com os últimos momentos antes de ser preso, Jefferson disse ainda que "tem que cumprir" sua pena. O ex-deputado foi condenado no julgamento do mensalão a sete anos e 14 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele deve cumprir a pena, inicialmente, em regime semiaberto.
"Estou em paz. É o meu destino. Tenho que cumprir minha pena", afirmou. "Muita angústia, isso vai moendo a gente, mas está tudo sobre controle. Faz parte da luta", concluiu Jefferson.
"[Estou] cansado. A expectativa não me deixa dormir. Se eu disser que sou super-homem, é mentira. Deito e não consigo dormir", disse o ex-deputado.Ele também afirmou que não conseguiu dormir nos últimos dias e que estaria mentindo se dissesse que é um "super-homem".
Jefferson fez ainda uma brincadeira com os jornalistas. Disse que é botafoguense e, por isso, "está acostumado a sofrer".
"Deus só dá carga para quem pode puxar. Meu irmão, sou hayleiro e botafoguense. E botafoguense está acostumado a sofrer [risos]", brincou.
Ao longo do fim de semana, agentes da polícia federal fizeram plantão em frente à casa de Jefferson. O ex-deputado chegou a oferecer a impressora para os agentes caso precisassem imprimir o mandado de prisão. No domingo (23) pela manhã, Jefferson saiu para um passeio de moto, que durou cerca de três horas e meia. Ao voltar para casa, ele disse aos jornalistas que estava "desfrutando" os últimos momentos de liberdade.

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