sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

O PASSADO PARA O PRESENTE POUCO MUDOU... "Tutoia" 77 anos de Emancipação





Memória 1996 à 2003


Um funcionário do médio clero do Banco do Brasil e também militante das mudanças, mas sem nenhuma experiência política, pois nunca havia sido candidato, Egídio Júnior, era agora desafeto de Bebeto, na época que meses antes, depois de uma forte discussão e princípio de agressão mútua, mandou prendê-lo.

O antigo e forte aliado do prefeito assumiu a condição, agora, de candidato adversário. A velha oligarquia, que muitos pensavam ter entrado em estado falimentar, aos poucos começava a renascer e a mostrar os dentes. Não se sabia no entanto, se o eleitorado assimilaria o novo personagem, considerando seu grave problema com o alcoolismo, fato do conhecimento de todos.

O único atrativo que Egídio Júnior, possuía era assistência que prestava a um grande número de pessoas, na condição de funcionários do Banco do Brasil. Os recursos financeiros de que dispunha para a campanha eram bastante reduzidos, em relação aos do bloco situacionista, muito bem dotado financeiramente, com toda máquina municipal a seu favor. Esqueceram-se, entretanto, do latente legado de Merval e Zilmar, naquela época.

A eleição de 3 de Outubro, de 1996, elegeu Egídio Conceição Júnior, como o décimo primeiro prefeito, desde a emancipação do município de Tutoia, em 1938. Colocaram sangue nas cinzas do vampiro político Zilmar Melo e este se materializou e passou a sugar os votos dos seus adversários. Que isso sirva de exemplo e lição para quem acha que pode se perpetuar no poder, somente pelo fato de vencer uma eleição com ampla vantagem de votos.


O eleitor de hoje, assim como coloca, também tira do cargo. É necessário pôr este princípio em prática na hora de dar o voto também para os insaciáveis candidatos a vereador, principalmente aqueles que não querem, em hipótese alguma, largar o osso e gastam uma elevada dinheirama, normalmente doada pelo prefeito, para se manter no cargo. O mercantilismo eleitoral, além de ser crime é também uma prova de falta de vergonha.

"Livro 70 anos Tutoia"

Nenhum comentário:

Postar um comentário