segunda-feira, 31 de março de 2014

Os deputados Othelino Neto (PCdoB), Rubens Júnior (PCdoB), Bira do Pindaré (PSB) e Eliziane Gama (PPS) atribuíram ao governo do Estado, na manhã da última quinta-feira (27), a culpa pelo fato de policiais militares terem decidido entrar em greve, durante assembleia realizada na semana passada quarta-feira (26)

Deputados culpam o governo pelo fato de PMs terem entrado em greve

 Agência Assembleia

Os deputados Othelino Neto (PCdoB), Rubens Júnior (PCdoB), Bira do Pindaré (PSB) e Eliziane Gama (PPS) atribuíram ao governo do Estado, na manhã da última quinta-feira (27), a culpa pelo fato de policiais militares terem decidido entrar em greve, durante assembleia realizada na semana passada  quarta-feira (26).

Ao abordar o assunto, o deputado Othelino Neto afirmou que o governo do Estado não pode ficar omisso diante do problema. “O governo tem que cumprir sua obrigação, sentar, dialogar com os policiais para que evitemos que essa situação se agrave ainda mais”, declarou o deputado, frisando que é cada vez mais grave a situação do sistema de segurança pública do Maranhão.

“Se a situação da segurança pública do Maranhão já está em um verdadeiro caos, com os policias militares em greve, não sei aonde é que vai parar isso. E ainda por cima tenho informação de que a Polícia Civil também poderá parar nos próximos dias. Nós já estamos em um estado com um nível de insegurança alarmante, com a população assustada, com medo de sair de casa, com medo de ir a uma farmácia no período da noite e ser assaltada”, discursou Othelino Neto.

Ele acrescentou que a população está alarmada com o crescente índice de homicídios e que a insegurança das pessoas está cada vez mais evidente, ao ponto de o Sindicato dos Rodoviários também já estar anunciando uma greve de advertência, em razão dos sucessivos assaltos a ônibus em São Luís.

O líder da Oposição, deputado Rubens Júnior, fez questão de manifestar solidariedade aos policiais militares que deflagraram greve. “Nunca antes na história do nosso estado a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiro chegaram ao ponto de ter que fazer uma greve para terem os seus direitos garantidos, mas no governo Roseana, pela ausência de diálogo, pelo notável desprestígio da Polícia Militar em relação às outras categorias, a briosa teve pela segunda vez que entrar em greve”, afirmou Rubens Júnior.

Ele assinalou que está torcendo para que, o quanto antes, o problema seja resolvido mediante diálogo que possa resultar em um acordo com o governo.

O deputado Bira do Pindaré observou que, diante do anúncio de uma greve dos PMs, a reação do governo é na tentativa de desqualificar o movimento e tentar tirar qualquer legitimidade por parte daqueles que se mobilizam na Polícia Militar.

“Mas por mais que se esforcem, é incontestável que há uma enorme insatisfação na corporação. A tropa está extremamente insatisfeita e não é de hoje com a postura do governo em relação aos militares. E é exatamente isso que a mim parece uma atitude temerária porque, se a criminalidade cresce de um lado, de outro lado, em vez de o governo viabilizar as condições para permitir que a força policial possa enfrentar essa criminalidade, pelo contrário, o governo age para desmotivar a corporação, para discriminar a corporação, para desrespeitar a corporação”, enfatizou Bira do Pindaré.

A deputada Eliziane Gama manifestou-se indignada “pela falta de atenção que o governo tem dado ao pleito dos policiais militares que, aliás, não é de hoje, data desde a greve de 2010 e 2011 quando os policiais militares estiveram acampados nesta Casa, fizeram uma pauta de reivindicação e os pontos que foram apresentados na pauta de reivindicações, uma boa parte desses pontos não foi cumprida pelo Governo do Estado do Maranhão”.

Para a deputada Eliziane Gama, os policiais militares não teriam chegado ao ponto de deflagrar nova greve, se o governo do Estado tivesse dado a atenção necessária aos pleitos dos bombeiros e policiais militares do Maranhão, que agora resolveram deflagrar greve em busca de um acordo com o governo. 


Nenhum comentário:

Postar um comentário