segunda-feira, 5 de maio de 2014

Atraso dos preparativos para a Copa do Mundo, a economia em queda e a fuga de investidores são apontados como consequências da má gestão do governo atual

Queda de popularidade do governo Dilma nos últimos meses


FT' faz crítica dura contra presidente Dilma




Editorial começa com "Pobre Dilma Rousseff" e faz dura crítica à presidente brasileira
Editorial começa com "Pobre Dilma Rousseff" e faz dura crítica à presidente brasileira 
"O país precisa de um choque de credibilidade. Se Dilma não entregá-lo, as eleições presidenciais de outubro o farão", diz FT
O jornal Financial Times pede um "choque de credibilidade" no Brasil. Em editorial publicado nesta segunda-feira, a publicação argumenta que se o governo de Dilma Rousseff não mudar de rumo, as eleições presidenciais podem resultar em uma mudança. Segundo a publicação, o Brasil enfrenta três desafios imediatos: o caso Pasadena da Petrobras, o fornecimento de energia elétrica após a recente seca e a chance de protestos e insucesso da Copa do Mundo. "O país precisa de um choque de credibilidade. Se Dilma não entregá-lo, as eleições presidenciais de outubro o farão."
O editorial tem um tom duro contra a presidente brasileira, apresentada como "Pobre Dilma Rousseff" no início do texto. Para o Financial Times, a presidente do Brasil projetava "uma aura tediosa da eficiência de Angela Merkel", mas resulta em um trabalho mais parecido com o dos comediantes Irmãos Marx. "Os preparativos atrasados para a Copa do Mundo já envergonham o país, enquanto o trabalho para os Jogos Olímpicos de 2016 é classificado como 'o pior' que o Comitê Internacional já viu. A economia também está em queda. O Brasil, uma vez que o queridinho do mercado, vê investidores caindo fora", diz o texto.
Apesar do forte tom duro, a publicação dá um voto de confiança à presidente. "Dilma Rousseff é conhecida por falar em vez de ouvir, mas há sinais de que ela mesma está reconhecendo as críticas", diz o texto. Cita-se, então, a possível independência maior do Banco Central em um eventual segundo mandato de Dilma e a chance de indicação de Alexandre Tombini para o lugar de Guido Mantega, "o desafortunado ministro da Fazenda".
Mesmo assim, deixa claro que é difícil saber se Dilma seria a pessoa certa para colocar o Brasil de volta aos trilhos, pois sua primeira administração foi uma "decepção". Contudo, os "sinais" dados pelo mercado brasileiro de que há uma preocupação generalizada e crescente com a gestão pública está começando, de acordo com o texto, a empurrar o debate político em uma direção favorável aos investidores. "Isso só pode ser uma coisa boa", diz o editorial. Revista Veja.

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